quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Karmann Ghia, o design que virou história

Ganhei de presente de natal o livro 'Karmann Ghia, o design que virou história' de autoria de Paulo Cesar Sandler.


Eu gostei do livro, apesar de ser um pouco confuso em alguns capitulos e de faltar informações sobre o modelo produzido no Brasil, como uma tabela com a produção anual de Karmann Ghias no Brasil, mas o livro tem muitas fotos históricas da fabrica da Karmann e da Karmann Ghia do Brasil, além de importantes informações, algumas que achei interessantes:

- Depois de três anos e 173 conversíveis, Gessner abandonou o sonho. Alguns falam em 174 unidades. Maisch falava, com segurança em 169, esclarecendo, com um sorriso, que 'ja estava vendo algumas falsificações'. (pág. 130)

Outras fontes informam a quantidade de 177 conversíveis sendo que a carroceria de numero 178 ficou por anos exposta na fabrica da Karmann-Ghia, assunto que já abordamos aqui no blog.

- O defeito congênito do Karmann-Ghia, a formação de ferrugem, atacou com menos piedade o TC. Georg Maisch revelou a razão, mantida secreta por vinte anos: 'O TC nasceu em uma época em que usávamos a chapa de ação nacional. Havia um acordo para comprarmos da Usiminas. Mas ela não tinha qualidade internacional e, compramos pramatauramente um estoque que sequer tinha sido testado. A chapa não aguentava nem a solda, já saía tudo com buraco de ferrugem. Tivemos que substituir mil carrocerias, grátis, pois o donos descobriram os vazamentos na primeira chuva. O velho Karmann-Ghia sofreu muito menos do que o TC, que tinha mais caixas fechadas ao longo das longarinas e no compartimento do motor. Tivemos que fazer mais furos nas portas para escorrer poeira e água'. (pág. 162)

- ... Foram produzidas 61 unidades, e a fabricação foi suspensa em abril de 1972. (pág. 166)

- O último carro foi vendido em julho, mas até o final daquele ano ainda se podia encontra-lo, havendo sobras do ano anterior: a venda anual foi de 119 unidades. A Karmann-Ghia também dispunha de uma sobra de doze carrocerias sem pintura, apenas com primer. Manteve três, que depois pendurou no alto de uma das partes da fábrica, junto às mesas de modelagem, acompanhando uma carroceria do conversível, e, anos depois, mais uma do TC, com teto solar, e do SP, devidamente penduradas após 1976. (pag. 166)

- E as nove carrocerias que sobraram? Foram vendidas a uma obscura concessionária do bairro Cambuci. Levou-se dois anos para que seus felizes donos fossem encontrados, pessoas inconsoláveis com a ferrugem dos carros, admiradores do Karmann Ghia que se tornaram felizes proprietários de veículos cobiçadissimos, geralmente pintados em caores metálicas indisponíveis de série. (pág. 166)

Uma dúvida, pois só temos informações de que até a medade da década passada estavam peduradas na parede apenas as carrocerias do TC com teto solar, Karmann Ghia Conversivel, SP e Escort Conversivelque fim levaram as três carrocerias do Karmann Ghia 'fechado' que estavam expostas na fábrica?

Nenhum comentário:

Postar um comentário